terça-feira, 11 de agosto de 2020

Sua dor é única e importa - demais!


Sua dor é única e importa - demais

Olá, querida pessoa que chegou até aqui. E isso é o que preciso dizer a você: sua dor, seja ela qual for, importa sim!

A dor que nós sentimos, muitas vezes, é minimizada e, às vezes, desprezada pelos outros, que não nos compreendem. Muitas dessas pessoas, amigos e familiares que nos querem bem, não o fazem por mal: apenas não são habituadas a ouvir sem julgar. "Ah, mas como você pode sofrer por isso, visto que fulano passa por tal coisa e nem reclama?"; "Calma, isso não é nada, vai passar"; e por aí vai. E são as útimas coisas que queremos ouvir nesse momento difícil para nós.

Eu te entendo bem, porque eu mesmo já passei por momento parecido. E, tudo bem, faz parte do que somos. Podemos sofrer pelas coisas mais sérias, como uma perda de uma pessoa querida, de forma trágica ou difícil, como pelas coisas mais simples, como por uma insatisfação pelo cônjuge que deixa a casa bagunçada. Nenhuma dor é desprezível, nem pode ser comparada ou relativizada, porque cada ser é um universo, e o psiquismo de cada um pode estar mais ou menos preparado para lidar com essa dor, que quase sempre começa aos pouquinhos, com coisas mínimas, que vão juntando, tomando volume e, enfim, termina por engolir nossa felicidade, nosso ânimo, nossa vontade de sair, sequer, de nossa cama a cada dia.

Quando chegamos nesse ponto que, para alguns, parece o fundo do poço, nos entregamos à melancolia e ao descontentamento. Não raro, tomamos desgosto pela vida, ante questionamentos do tipo "por que eu?", "Deus não me ama", "cansei de viver". Perda de sono, tristeza, pensamento fixo... Muitos acabam buscando ajuda em remédios que, embora ajudem no começo, passam a viciar e a afetar a saúde física e mental.

Não é fácil sair disso tudo, bem o sei. Mas, tenha certeza, se entregar aos pensamentos de suicídio não é a resposta certa, embora pareça a mais fácil. Você é muito importante e querido(a) para muitas pessoas que te cercam, e é único: não existem ninguém como você, ninguém que substituirá seus sorrisos, suas palavras, seus abraços às pessoas que dependem de você ou que muito te amam, e você já faz muita falta ao mundo, que sente sua ausência e sua tristeza.

Mas como sair desse ponto? Não é fácil, porque aqui também cada um é um universo, e cada um encontrará mais ou menos motivação neste ou naquele artifício. Para mim, essa força veio de visitar um asilo em Sorocaba, onde encontrei pessoas tão sofridas, de vida tão difícil, mas tão cheias de alegria e amor, que me contagiaram positivamente. Se eu pudesse recomendar, seria o que eu recomendaria: buscar servir às pessoas em condição de necessidade de afeto. Elas também querem ser ouvidas e, ao ouví-las, temos a chance de refletir sobre nossos próprios pensamentos.

Querido(a), atue positivamente na mudança do seu psiquismo. Se tem uma religião, tente participar de grupos de assistência; se não tem uma religião, busque formas de ocupar seu tempo livre com atividades que façam o bem aos outros. O pensamento é todo poderoso e, da mesma forma que ele te derruba, sintonizar com o bom pensamento de erguerá rapidamente. Não posso garantir uma cura: na maioria das vezes, carregaremos um ferimento eterno, que, ora ou outra, doerá. Mas, com bom pensamento e cercado de pessoas desejosas em fazer o bem, saberemos melhor lidar com esses pensamentos.

Ah, e se você quiser conversar anonimamente, estou aqui para te ouvir. Me manda um e-mail: gapds.falecom@gmail.com

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